Saiba que ele tem Approach

Por Lolly

 

Não sou fã do Zeca.. ou não era até então... pouco conheço a não ser o que toca por aí.. e esse histórico neutro me torna apta a dizer minhas impressões de maneira imparcial, apesar de pessoal. Uma vez vi meio show do Baleiro. Meio... não mais que isso.. e essa coisa incompleta que me incomoda me levou até à Concha Acústica pra descobrir o Zeca e ouvir À flor da Pele e Lenha uma outra vez...

Não ouvi... A primeira coisa que aprendi no show do Zeca é que ele não quer mais cantar Lenha... e pra não cometer o absurdo de tirar a tão famosa e clamada canção do setlist, ele encarrega a banda – sim, a banda!! – de cantar Lenha... ora o baixista, ora o guitarrista, ora até eu! Mas o Zeca não... nem no palco ele fica...

Ahhh.. qual o problema??? Dali pro final ele ia cantar À flor da Pele com todíssima certeza.. e ainda ia chamar a Gal Costa (que tinha feito show dois dias antes ali mesmo e certamente estava em Salvador) pra dar a Canja em Vapor Barato... e seguia eu, na expectativa...

O Zeca tem uma maneira peculiar de conduzir seu show... pelo menos AQUELE show..  sem espetáculos, sem fogos de artifícios... uma leve interação com a platéia, mas na dele.. “na dele” é bem uma forma de dizer que o Zeca parecia pouco disposto, apesar de presente... vestia o mesmo de sempre, duas blusas, uma calça e um chinelo verde (q ficaria lindo no meu pé), a touca cinza e os óculos tirados logo depois do primeiro bloco.. mania desse povo...

Muitos fãs, muita gente, muito mesmo pra um dia de muita chuva. Engraçado que a minha vontade era de estar debaixo d’água.. efeito que as músicas do Zeca causam na gente... pelo menos em mim... Bandeira é quase um convite, Telegrama é o ultimato e Heavy Metal do Senhor é o balde que você chuta e corre pra debaixo da tempestade.. devo ter um sangue ‘emo’, mas adoro dançar debaixo de chuva!

Proibida pra mim é pra cantar de olhos fechados, de preferência e se possível, abraçado a alguém. Incrível a mágica que o Baleiro fez.. até esqueço que é coisa do Chorão..

Adorei Meu amor, minha flor, minha menina, muito mesmo pela “Minha Carolina”. Tocou também Versos Perdidos, badada do céu negro, mamãe oxum.. Desconhecidas que não me deixaram desconfortável entre os fãs por não saber a letra.. o que é estranho.

Momento classe A do show: Zeca canta ‘Pagode Russo’, ‘Samba do Approach’ e ‘Segura o tchan’ com direito a dancinha e tudo mais.. fiz um vídeo, só não tenho o cabo do celular.. mas como pra tudo na via tem sedex, orkut e youtube, vou deixar o link pra vocês.. e digo que vocês precisam ver pra acreditar no que eu vou dizer: Zeca Baleiro é o maranhense mais sexy que existe!! Magrelo, narigudo, até feinho.. mas muuuito estilosinho, muito jeitosinho, com um swingado despretensioso que até apaixona.  Estranhamente me parecia a transcrição dos lençóis maranhenses...

Sim... mas e A flor da pele??? Até hoje eu espero...

 

 


'Samba do Approach'. Atenção para o gingadinho do Baleiro e a imagem da platéia no fim do vídeo

 

 

 

 

 

 

Veja também o vídeo de  Telegrama e tente ignorar a menina que canta no pé do microfone e concentre-se no coro da Concha

:: Lolly

 

 

Quem disse que paramos?

Nam nam nim nam não! Diversidade Musical está firme e forte... como diria Herbet Viana, estivemos fora uns dias, numa onda diferente, em meio a fraldas sujas e mamadeiras. Esse trabalho, por sinal, não foi privilegio meu, Lolly também parece que andou atarefada... apesar de não ser Mãe ainda.

 

Pois bem, não vou citar nenhuma banda, nenhuma música, a verdade é que os meus ouvidos não escutam tantas coisas ultimamente, e a vontade de voltar a acessar a pagina de atualização desse blog também é, a maneira mais fácil de se chegar a Libertado... Ops! Nada de futebol por aqui!

Enfim, O Diversidade Musical é meu mp3 pessoal de alguma forma.

 

 

E para voltar com força total, Lolly, vem com a 32ª Edição do Programa Diversidade Musical. Ela, como uma boa (no bom sentido, claro!) baiana, dedicou essa edição ao Carnaval.

Então, divirtam-se!




Programa Diversidade Musical - Edição Nº 32 - 

Programa Diversidade Musical – Edição 32 - Bloco do Eu Sozinho 

Sim.. é um título coerente, exceto pelo fato de não rolar Los Hermanos nesse programa... Mas há muito sentido mesmo porque o tema de hoje é Carnaval!!! E hoje, em carreira solo, tem a LoLLy falando do que ela bem entende! Tudo bem que todo carnaval tem seu fim.. mas se Salvador vive em festa, nunca é tarde pra falar de Carnaval!!!

No programa de hoje: se eu contar, vcs vão querer desistir!!!

Acreditem em mim.. não vai ser assim tão ruim!!!

 

 

 

Para ouvir os Programas anteriores, clique no simbolo da Podomatic  

 

 

 

Programa Diversidade Musical - Edição Nº 31 - 

Programa Diversidade Musical – Edição 31 - "Diversidade Musical"

 

Tomate, alface, cebola, picles num pão com gergelim! Pois é.. não é nem salada nem big mac.. era o que tinha na geladeira... e foi que o a gente jogou na panela do Diversidade..

Daí surgiu o Programa Diversidade Musical Edição 31 com o tema “Diversidade Musical”. Criativo, não?? Não.. e a gente sabe disso..

Tem um pouquinho de tudo, deixando muito de fora.. o que não fica de fora mesmo é a abestalhação dessas duas pessoas!

Nesse programa você quase ouve Incubus.. mas, depois de passar 15 minutos tentando pensar numa banda, a gente esqueceu dela na hora da gravação.. confirmados, vai rolar Luxuria, Teatro Mágico, John Mayer, Alejandro Sanz e uma faixa bônus nem tão bônus assim...

Joga maionese e põe pra dentro!

 

 

 

Para ouvir os Programas anteriores, clique no simbolo da Podomatic  

 

 

 

"Agora é só esperar a felicidade"


Não, O Diversidade Musical não fechou as portas. Pelo contrário, passa apenas por uma pequena pausa. Pequeno período a espera de uma inspiração a mais pra mim. Um motivo maior para continuar sorrindo, continuar enxergando – boa – música nos mais diferentes lugares e ocasiões.

A Rádio Diversidade Musical também logo logo volta, com a Lolly, a mais nova futura Titia do pedaço. Por enquanto estou contando algumas Histórias de Futuro Pai.

 

 

Até mais.

Alguém por favor pode me passar o endereço desse bar (ou algum que role um som parecido com esse)?

"Mais uma garçom"



Boa dica MagguM!


Os Mil Estilos - Capitulo Final

Talvez alguns sintam faltam, outros mais nem lembrem, mas a verdade é que a novela musical “Os Mil Estilos”, que teve em Agosto de 2006, os seus primeiros dois – e únicos - capítulos aqui postados no Diversidade Musical, chega em fim a sua terceira e derradeira parte. (clique aqui para ler os primeiros capítulos)

 

Para quem não lembra, uma pequena descrição: “Os Mil Estilos’, uma banda com 5 componentes que de semelhanças sonoras não tem nenhuma! Criando assim uma banda esquisitamente com uma diversidade musical acima do normal e permitido!”

 

Os Componentes:
Magoo: Corresponde a veia Soul Music da banda e todo o lado ranzinza

Cabeça: Poderia figurar facilmente na cadeira principal da ONU, um diplomata da Paz exemplar. Tudo pra ele está legal. Se o conhecesse, Dalai Lama ficaria espantado com tamanha paciência.

LoboMau: Rock and Roll!!!!

Capitão: empresta a banda todo um conhecimento místico, milenar, quase que ultra-secreto. Já tem cadernos cheios de letras de músicas contando toda a evolução do homem. Conta às horas para socar ‘jiujiticamente’ a bateria

Cafezim: talvez devido esteja sempre carregando – e usando -  o seu parceiro inseparável, o gravador portátil, sobrou o vocal para ele.

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Enfim, o terceiro e ultimo capitulo:
The End!

Depois de uma acirrada disputa pelos instrumentos, os membros da banda mais estilosa do mundo virtual resolveram marcar uma data para o ardo começo de criação. Para o começo do trabalho!
Dia e hora marcado, estavam já de plantão: Capitão
(que incrivelmente chegou cedo ao encontro), Cafezim e Cabeça...

(Continuação do Post acima...)

 

Capitão: Porra cara, cadê o Magoo e LoboMau que não chegam! Tenho que ter pulso forte para essa banda não desandar!

Cabeça: calma Capitão, já já eles pintam aí

Cafezim: Enquanto isso a gente podia ir logo gravando algo aqui no Mpio, não?

Cabeça: (interrompendo o Cafezim) Pronto... olha aí o Maggo chegando

Cafezim: ih... pela cara dele, percebo que ele já vem meio ranzinza

Capitão: como sempre, ne?

Magoo: e aí pessoal, tudo bem? Olha, vou ser direto e sem frescuras, que isso não combina comigo: To fora da banda!

Capitão: que merda é essa?

Cabeça: calma Magoo, o que ta pegando cara? Vamos conversar.

Magoo: Nada de conversar Cabeça, to fora! Já me decidi. Andei pensando e percebi que essa de expor meus dotes musicais para uma massa de leigos não seria interessante

Cafezim: lá vai...

Capitão: O que tu andou tomando Magoo?

Cabeça: Cara, antes de tudo, a gente ta a fim de se divertir. Vamos pensar bem meu querido.

Magoo: eu to fora... já me decidi. Se vocês quiserem, posso ajudar de alguma forma, tipo dando dicas de letras ou algo parecido.

Cafezim: eu já acho que tu-ta-é-de-olho no vocal

Capitão: e sabe de uma coisa? Pra mim também não dava pra rolar, só vim até a reunião porque disse que vinha... mas eu to fora da parada.

Cabeça: por favor Capitão, não diga isso.

Cafezim: É contagioso desertar?

Capitão: não meu irmão, não é contagioso, mas meu filho ta vindo aí... e no momento só tenho pensamento pra ele. Também to fora!

Cafezim: ih Cabeça... então só sobrou Eu, você e o Lobomau...

Magoo: e por falar, cadê ele?

Capitão: atrasado demais cara

Cafezim: parece que te tomaram o posto de sempre chegar atrasado nos lugares Capitão

Capitão: faça-me rir Cafezim, sempre quem chega atrasado é você.

Cabeça: opa, espera aí, Lobomau me ligando aqui no celular.

(Continuação do Post acima...)

Alguns blá, blá, blás depois...

Cafezim: o que foi? Não vem?

Cabeça: é... quer dizer...sei lá... não entendi bem... não da pra vim porque não sei o que... enfim, não entendi direito, mas ele não vem pra reunião

Capitão: chiiiiiiiii

Cafezim: eiê

Magoo: eu disse, eu avisei... desde o começo eu venho falando que isso não ia rolar...

Cafezim: que o que Magoo, no começo tu era o mais empolgado.

Cabeça: infelizmente, pelo jeito, a parada foi por água abaixo, ne?

Capitão: totalmente

Cafezim: foi

Cabeça: então o jeito é a gente ir pra casa e depois se ver no fim de semana

Cafezim: beleza

Magoo: depende do lugar

Capitão: Vou demorar um tempo a botar os pés fora de casa novamente. O futuro próximo é cuidar do meu filho!

Cabeça: ta certo meu querido

Magoo: bom, a gente ta indo, vou pegar uma carona com o Cabeça.

Capitão: falou galera

Cafezim: é Capitão, só restou agente mesmo. E agora, pra onde vamos?

Capitão: cara, quer ser o Padrinho do meu filho?

Cafezim: na huuuuuura!

Capitão: (estendendo a mão) toca aqui então meu Cumpadre

Cafezim: réeeeeeeeeeeeeeeeee

Capitão: É Nóis!

Cafezim: Pô Capitão, ter um filho, deve ser uma sensação do caralho essa, hein?

Capitão: Nem fale velho...nem fale. Um dia você vai sentir o mesmo

Cafezim: se Deus quiser...

E assim termina a pequena saga da banda Os Mil Estilos

Segunda com Boa Música

O Amanhã

A cigana leu o meu destino
Eu sonhei
Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante
Eu sempre perguntei

O que será o amanhã
Como vai ser o meu destino
Já desfolhei o mal-me-quer
Primeiro amor de um menino

E vai chegando o amanhecer
Leio a mensagem zodiacal
E o realejo diz
Que eu serei feliz
Sempre feliz

Como será o amanhã
Responda quem puder
O que irá me acontecer
O meu destino será como Deus quiser

Caneta e Papel

Olá, já há um bom tempo que não escrevo nada no Diversidade Musical, o Blog que nasceu para a escrita ficou um pouco “auditiva” com as edições musicais, mas percebo que está na hora de nivelar de novo as duas coisas. Antes de tudo, “Como vocês estão?”, essa minha pergunta plagiando uma amiga minha na verdade era pra ser: “O que vocês têm escutado?”, porque é assim que me vejo nesse texto, no texto da “volta do regresso” (imitando Falcão), digamos assim.

Hummmm.... no primeiro parágrafo já consegui repetir frases de duas pessoas...comecei bem...

 

Quem me conhece, sabe que em breve serei Papai, papai de primeira viagem... quem não me conhece, também deve saber de tal coisa, até porque já comentei aqui no Diversidade Musical (escrito) e nas edições do DM. Pois bem, e nesses dias de espera e sonhos com o bebê que está a caminho, procurei alguma trilha sonora especial pra ele, me deparei com dois cd´s da banda Sweet Little Band, um projeto bem bacana, onde a banda faz arranjos bem mais calmos de músicas de U2 e Pink Floyd, especialmente para crianças recém nascidas. Daí me deparei com a versão de Shine on You Crazy Diamond, do Pink Floyd. Uau! Que música é essa?!?! Sinceramente não lembro de ter ouvido antes. Corri a procura e achei a versão original, ou uma delas, já que existem partes por aí – essa é ainda uma questão ainda pra mim. As versões que estão no disco Wish You Were Here (1975) ‘são qualquer coisa’, as duas totalizando 26 minutos é uma benção para qualquer ouvido que curta um bom Rock and Roll.

Enfim, o bebê já vem dando boas vindas!

 

Fora a descoberta meio que tardia do som do Pink Floyd, confesso que tenho ouvido poucas coisas, na verdade venho ouvindo sempre ‘mais do mesmo’ (outro plagio), Mombojó, Moptop, Pearl Jam... nada que possa vim a ser chamado de ‘novidade’.

O momento pelo jeito está para descobertas de coisas que sempre estiveram bem debaixo do meu afilado nariz, como o preguiçoso suingue do cavaquinho e tamborim que estão presentes em todas as ótimas faixas do cd da Marisa Monte (Universo ao Meu Redor). O bem da verdade é que o samba sempre foi algo marginalizado por mim, esse preconceito foi quebrado depois da primeira audição do Nada de Novo (Mombojó) e foi ralo abaixo depois desse cd da Marisa.

 

O que mais?

Tem mais... em seguida.

 

Por enquanto, bem vindo de volta caneta e papel

2006/2007

“Ano novo, vida nova” – com certeza você já ouviu essa frase antes. Tantas vezes repetida quando os dias de Dezembro se aproximam de Janeiro.

O ano que será enforcado bem antes de Saddan Hussein (P.s. Saddan já foi enforcado.:)foi um verdadeiro link para downloads no mundo cultural, nunca se baixou tantos vídeos, músicas, livros e revistas.

Nos lados musicais, bandas passaram a ver a fácil distribuição do seu trabalho como o ponto forte da divulgação.

De uma hora pra outra também se percebeu – definitivamente – o fim do Cd musical. O Mp3-Player se multiplicou aos milhões, alguns micro-systens já com olhos biônicos para lerem os cartões de memória cada vez menores no tamanho e gigantes no armazenamento... enfim, 2006 foi sem duvidas um ano musical sem uma capa para emoldurar.

 

Houvemos grandes surpresas sonoras?

Hummm.... hummm.... Acho que não, pelo menos não para mim. Houve sim grandes momentos, como a semana com shows do Rolling Stones e U2, os shows do Black Eyed Peas no segundo semestre, a perda de alguns nomes (Lou Rawls, Sivuca, James Brown).

 

Que em 2007 as coisas possam realmente ficar mais fáceis, descomplicadas. E que a frase no inicio desse texto confuso, que nasceu de uma maneira, se encaminhou por um outro, e esta enfim voltando a idéia inicial, possa lhe servir de forma positiva.

 

 

“Ano Novo... Vida Nova” – nunca fez tanto sentido...

 

Feliz 2007!

Sejam Bem Vindos!

Ultimamente tem chovido nos fotologs net afora pequenos questionários em que a resposta deve ser dada com o nome de alguma música de um artista/banda escolhido pelo “entrevistado”, brincadeira bem mais interessante que outra que rola nos próprios fotologs... (o tal do texto que amaldiçoa)

 

Então, lá vou aderindo à brincadeira...  Banda escolhida: Pearl Jam

 

 

 

1. Você é homem ou mulher? I Am Mine

2. Descreva-se: Better Man

3. O que as pessoas acham de você? Hard to Imagine

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso? Insignificance

5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente: Immortality

6. Onde queria estar agora? In my Tree

7. O que pensa a respeito do amor? Untitled

8. Como é sua vida? State of Love and trust

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo? Last Kiss

10. Escreva uma frase sábia: Do the Evolution

 

Como as coisas são tão instantâneas, iguais aos macarrões pré-cozidos, falta espaço para músicas longas. Tudo que é bom, dura geralmente o tempo de um parsec de segundo. Seja a sensação de um orgasmo ou gosto de um chocolate na boca. Claro, que as sensações descritas acima, podem ser repetidas até exaustão. Eu recomendo! Entretanto na música, queria citar casos específicos, de músicas longas, podem ser chatas para você que é escravo do relógio. Mas para mim, uma satisfação que dura apenas alguma momentos. Pois, “Time is Running Out”, mas não para essas músicas.

 

Isaac Hayes é grande expoente para ilustrar esse meu texto. Hayes, um grande músico, junto com The Bar-Keys, faziam intermináveis jam-sessions e versões estendidas de clássicos da música contemporânea. Um exemplo, que assiste à novela das seis, já ouviu uma versão pra lá de chata do clássico Close To You do Burt Bacharach, eternizada pela dupla Carpenters. A versão do Isaac Hayes tem 9 minutos. E você nem sente o tempo passar. Um set list dele, caso queria e se disponha ouvir tantos minutos assim.

 

Isaac Hayes

 

Ike's Mood, Pt. 1 – 6:34 min. De uma coletânea - Instrumentals. Aula de orquestração. Para quem gosta de ouvir e tocar piano.

 

Don´t Let Me Be Lonely Tonight – 6:46 min. Clássico do James Taylor. Caso queria uma versão mais curta dela, procura a versão do Eric Clapton, que está no disco Reptile. Também recomendo a versão do The Isley Brothers.

 

It's Too Late – 6:50 min. Live at Sahara Tahoe Essa para ouvir na beira da piscina.

 

Going in Circles – 7:01 min. Black Moses de 1971.

 

Ike's Rap II/Help Me Love – 7:33 min. Também do disco Black Moses. Há um sampler dessa música na faixa Glory Box do Portishead.

 

Pursuit of the Pimpmobile – 9:04 min. Ainda vou ter um Cadillac Rosa, só para ouvir essa música. Perfeita para dirigir.

 

Hyperbolicsyllabicsesquedalmistic – 9:39 min. O nome é esse aí mesmo! Duvido você não aumentar o volume e não dançar ao som desse autêntico funk. Pra quem gosta de wah-wah, é o paraíso.

 Joy – 9:59 min. – Do disco Joy de 1973. São 10 minutos de puro swing. Já encerrei muitos textos com a citação da letra da música. Keep on Loving me.

 

The Look Of Love – 11:15 min. Mais uma do Burt Bacharach, versão jazz-fusion, quase psicodélico.

 

Ain´t no Sunshine – 17:05 min. Live at Wattstax A melhor versão, da clássica música de Bill Weathers.

 

By The Time I Get To Phoenix - 18:44 min. Hot Buttered Soul de 1967. É a cereja do bolo, do disco que é uma obra-prima do soul. Se quiser uma versão curtinha ou não tem paciência para ouvir ela, que tal ouvir um trecho dela na voz do Al Pacino. Ele canta um trecho da música, no filme Fogo Contra Fogo. Quem sabe você não gosta?  

 

1 hora e 59 minutos e 26 segundos é o tempo total das 12 músicas. Apenas duas horas. Mas, o detalhe era que você olhava para o tempo crescente que cada música ganhava. Quem é que tem paciência de ouvir uma música de 18 minutos? Afirmavam muitos, por que eu disse, estou praticando a virtude que se chama paciência, através dessas músicas.

 

Procure a sua forma e viva bem consigo mesmo. Parece filosofia de livro de auto-ajuda.

 

Obrigado e Grande Abraço.

 

MagnuM

Cd`s Inesqueciveis

Dando continuidade a esse tema, venho aqui publicar o belo artigo do Marcos D Nogueira ( www.radiolaurbana.com.br ) sobre os 10 anos do No Code, quarto disco do Pearl Jam.

O meio da década de 90 foi uma época conturbada para o Pearl Jam. Entre ameaças de morte recebidas pelo vocalista e a dependência de drogas do guitarrista, a ordem no grupo era diminuir suas aparições na mídia, limitando suas entrevistas e deixando de produzir videoclipes para a MTV. Brigar por preços mais justos com a companhia que administra ingressos nos EUA, a TicketMaster, também passou a fazer parte do pacote.

Em 1995, os músicos tiveram a experiência de gravar um álbum inteiro com o ídolo-mór, Neil Young. Intitulado "Mirrorball", saiu sem o nome do grupo por motivos contratuais e o ano rendeu à alcunha oficial do Pearl Jam apenas o lançamento de um EP com duas faixas, "Merkinball". Pouco, mas elas já demonstravam o que estava por vir: o pump organ, executado por Young, escancarava uma certa "quedinha" da sonoridade do grupo pela 'world music'.

Foi também nessa época que Eddie Vedder arranjou tempo para se aventurar na trilha do filme "Os Últimos Passos de Um Homem" (Dead Man Walking) em dois duetos com o paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, falecido em 1997, o nome mais conhecido do qawwali, a música dos Sofis, e considerado o dono de uma das vozes mais bonitas do mundo.

O contexto histórico do momento também se fazia importante. Bill Clinton era o presidente norte-americano e, tirando os escândalos sexuais nos quais estava envolvido (coisa mais rock and roll, impossível), mantinha sua política interna baseada no sonho americano, com as torres gêmeas a pleno vapor em Manhattan.

Musicalmente, o nirvana já havia passado. Muitos diziam que era o final da "febre grunge", o que lavaria do mapa, de uma vez, as bandas de Seattle. Dave Grohl já até lançava seu Foo Fighters, o Soundgarden promovia seu soturno "Down on the Upside" e o Alice in Chains lançava o esquizofrênico e complexo álbum com o cachorro perneta na capa, apelidado "Tripod". Em suma, se o epílogo era agora, então tinha chegado a hora de crescer e experimentar.

E foi com esse pensamento que Stone Gossard, Mike McCready, Jeff Ament, Eddie Vedder e o novo baterista da banda, Jack Irons (ex-Red Hot Chili Peppers) se reuniram no primeiro semestre de 96: cheios de idéias a serem executadas imediatamente. E assim foram. No dia 27 de agosto de 1996, o álbum "No Code" foi lançado nos EUA e na Europa, como o quarto disco de estúdio do quinteto de Seattle.

A caixa de papelão e o pacote com polaróides contendo as letras rabiscadas no verso de cada foto, além de serem pouco óbvios, já funcionam como um aviso: tudo foi feito com urgência. E é esse o sentimento que permeia o álbum, em forma de instabilidade rítmica entre as canções. "Sometimes", a abertura, questiona o real tamanho do "nosso mundo" na letra quase sussurrada em cima de uma levada simples e viajante. Viagem essa que é interrompida bruscamente pela paulada "Hail, Hail", inspirada, claramente, nos tempos de gravação com Young.

Entre as guitarras ganchudas, Vedder saúda os apaixonados e analisa as relações humanas, em um tema que se estenderá por quase todo o disco: "I sometimes realize, I could only be as good as you let me. Are you woman enough to be my man?". ("às vezes, me dou conta de que eu poderia ser apenas tão bom quanto você me deixa. Você é mulher suficiente para ser meu homem?")

Se até aqui a presença de um novo baterista não fazia a diferença, na seqüência da terceira e da quarta faixa, a novidade se evidencia. Muitos consideraram suicídio comercial o lançamento de "Who You Are" como single inicial de "No Code". E tinham razão. Carregado todo tempo por uma bateria esquisita (com traços de Keith Moon, quem sabe?) e o baixo deslizante, o instrumental caótico varia os climas como se estivesse em uma estrada tibetana, mas que, no final, descobre-se ser uma trip interior, já sugerida no título da canção. "In My Tree" é uma suposição sobre viver em uma árvore, longe da sociedade "onde os jornais não significam nada".

É sempre bom bater na tecla e lembrar dos muitos sentidos que uma letra da banda deve ter. No caso desse disco, podemos claramente perceber uma relação entre o cotidiano externo e a busca interior, talvez uma das maiores bagagens trazidas por Eddie Vedder de suas experiências no oriente.

E dá-lhe quebra de climas: em "Smile" a banda apresenta um blues moderno, onde a voz e a gaita de Vedder transitam pelo instrumental seco. Mas se as guitarras ganchudas trazem um lado poderoso da banda, como ocorre nas porradas "Habit" e "Lukin" (uma homenagem de 50 segundos ao ex-baixista do Mudhoney, Matt Lukin) e na crítica ao consumismo feita e cantada por Stone Gossard, "Mankind", é nas baladas que a banda se garante: "Off He Goes" deve fazer Bob Dylan sorrir e "I'm Open" remete a "The End", dos Doors. "Red Mosquito" está no meio termo -- um rock com sabor de valsa sobre encontrar alguns demônios ao longo da noite.

A faixa 10, "Present Tense", é praticamente uma fábula, e com suas mudanças rítmicas é uma das melhores criações nesses 16 anos de história do grupo. Mike McCready compôs o maravilhoso instrumental, enquanto o vocalista propõe: "You can spend your time alone, redigesting past regrets. Or you can, come to terms and realize you're the only one who cannot forgive yourself". E conclui: "Makes much more sense to live in the present tense". ("Você pode passar o tempo sozinho, regurgitando lembranças do passado. Ou pode também cair na real e perceber que você é o único que pode não perdoar a si mesmo". "Faz muito mais sentido viver no tempo presente".)

Um disco desses não poderia terminar de outra forma. "Around The Bend" – canção e letra feitas por Eddie Vedder supostamente para seu primeiro filho – é sutil como uma boa canção de ninar, e conta com um afinado piano quase-cubano tocado pelo produtor Brendan O'Brien, um dos responsáveis pelo colorido ao longo das 13 faixas.

Enfim, "No Code" é um disco maduro e inovador de uma banda que sempre foi negativamente cobrada por não reviver seu passado. Dez anos mais tarde, aparece claramente como a busca do quinteto pelo lado espiritual de sua música. E, apesar do bolo de idéias e inovações ter sido um preço alto a se pagar, esconde um belo apanhado de pérolas, longes do grunge e, quem sabe, talvez, um pouco mais perto de Deus.

Por Marcos D Nogueira

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